quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado: Economista, documentarista e humanista. Conheça o brasileiro mais global da fotografia


Do FL
Fotos Wikipédia

O fotógrafo brasileiro Sebastião Ribeiro Salgado Júnior, ou só Sebastião Salgado, nasceu em 8 de fevereiro de 1944 na cidade mineira Aimorés. Estudou Economia na Universidade Federal do Espirito Santo (1964-1967) e pós-graduou na Universidade de São Paulo (USP).

Casou-se com a pianista Lélia Deluiz Wanick e lutou contra a ditadura militar no Brasil. Mudou-se para Paris em 1969. Trabalhou como Secretário para a Organização Internacional do Café (OIC), em Londres.

Em uma viagem de trabalho para a África, Salgado levou a câmera Leica de sua esposa e fez uma sessão de fotos por lá. Para a nossa alegria, ele gostou tanto de fotografia que, em 1973, mandou tudo as favas e virou fotojornalista.

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Depois de trabalhar para as agências Sygma e Gamma, em 1979 entrou na tradicionalíssima Magnum, fundada por Henry Cartier-Bresson, Robert Capa e outros coleguinhas.

Lá foi escalado para cobrir os 100 primeiros dias do então presidente estadunidense, Ronald Reagan. No dia 30 de março de 1981, após chegar um tanto atrasado no discurso do presidente e perder um lugar na fileira de frente dos fotógrafos no palanque, Salgado resolveu esperar o político próximo à limusine presidencial, afinal, uma hora o cara teria que ir embora e passaria por ali, então tiraria uma foto em posição privilegiada.

Lá vinha o presidente cercado de aspones, puxa-sacos, repórteres, seguranças, etc.. Salgado fotometrou sua câmera e, quando ia tirar a foto do mandachuva, um doidão chamado John Hinckley, Jr, portando um “trêsoitão”, atirou em Ronald Reagan.

Sem saber muito bem o que estava acontecendo, o fotógrafo tupiniquim disparou varias fotos com sua Leica e documentou o atentado de posição privilegiada. Deus havia sorrido para ele! Vendeu as fotos para o mundo inteiro.

De Arthur Rimbaud à Bresson, o continente negro é foco da maioria dos doidos que pensam em fazer alguma coisa da vida além de apenas viver, sendo assim, a dinheirama que Salgado levantou com a venda das fotos, financiou o seu primeiro projeto pessoal, documentar a África.

Mas seu primeiro livro surgiu mesmo da documentação de outro continente. Chamado de “Outras Américas” (1986), ele mostrou a realidade dos pobres na América Latina. No mesmo ano, publicou “Sahe: O Homem em Pânico”, que tratava da seca no norte da África. Aí não parou mais.

No livro “Trabalhadores Rurais”, Salgado se confirmou com uma dos maiores documentaristas da história.   

Outro livro de renome e beleza impar foi o “Êxodos”, que conta a história dos refugiados. No prefácio escreveu: "Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. 

Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…".

Salgado ainda é casado com Léia e tem dois filhos, sendo que o mais velho, em parceria com Wim Wenders, dirigiu o documentário, indicado ao Oscar em 2015, “O Sal da Terra”, que fala sobre seu pai.

Lista de Prêmios:

Prêmio Príncipe de Asturias das Artes, 1998.
Prêmio Eugene Smith de Fotografia Humanitária.
Prêmio World Press Photo
The Maine Photographic Workshop ao melhor livro foto-documental.
Eleito membro honorário da Academia Americana de Artes e Ciência' nos Estados Unidos.
Prêmio pela publicação do livro Trabalhadores.
Medalha da Inconfidência.
Medalha de prata Art Directors Oub nos Estados Unidos.
Prêmio Overseas Press Oub oí America.
Alfred Eisenstaedt Award pela Magazine Photography.
Prêmio Unesco categoria cultural no Brasil.
40º Prêmio Jabuti de Literatura: categoria reportagem

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