quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Fotógrafo de guerra da AP manipulou fotografia na Síria


Narciso Contreras foi desligado da agência e pediu desculpas pelo que fez.  


Do FL
Fotos Narciso Contreras /AP/Divulgação

A Associated Press (auAP), agência de notícias internacionais, disse nesta quarta (22 de janeiro), que rompeu contrato com o repórter-fotográfico mexicano Narciso Contreras, que manipulou uma fotografia tirada em 29 de setembro de 2013, na vila de Telala, Síria.

O fotógrafo cobria os conflitos na região quando fotografou um rebelde com um fuzil na mão. Na imagem original (foto de cima da montagem que abre este artigo) aparece uma câmera filmadora de um cinegrafista freelancer.
Antes de enviar a imagem para a AP, Contreras removeu a câmera de sua imagem, colocando no lugar uma colagem da mesma área.

Apesar de não alterar em nada a informação passada, a agência disse, através de Santiago Lyon, vice-presidente do serviço de notícias e diretor de fotografia, que “a reputação da AP é primordial e reagimos de forma decisiva e vigorosamente quando é manchada por atos que violem o nosso código de ética”.

Segundo ele, todas as outras fotos de Contreras foram analisadas e em nenhuma outra foi encontrada nenhum sinal de manipulação.

O fotógrafo disse que se sente envergonhado pelo que fez e que acreditou que a figura de uma outra câmera na imagem iria distrair a atenção dos espectadores.

“Você pode ir através de meus arquivos e pode ver que isso é um caso que aconteceu provavelmente em um momento muito estressado, em uma situação muito difícil, mas, sim, isso aconteceu comigo, então eu tenho que assumir as consequências”, disse.

Contreras compartilhou, com outros quatro fotógrafos, o prêmio Pulitzer em abril de 2013, com o trabalho feito na Síria. Quanto a isso, a AP disse que nenhuma das fotos que ganharam o prêmio foram manipuladas.

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