segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Jovem repórter-fotográfico morre na guerra síria


O sírio Molhem Barakat morreu nesta sexta feira ao cobrir um conflito entre forças leais ao presidente Bashar al-Assad e rebeldes.


Do FL

Um jovem repórter-fotográfico sírio, que muitos estão dizendo ter 17 anos, foi morto nesta sexta feira (20 de dezembro de 2013) enquanto cobria um conflito num hospital em Aleppo entre rebeldes e forças leais ao presidente Bashar al-Assad. Ele era freelancer da Reuters.


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Molhem Barakat estava trabalhando para a Reuters desde maio deste ano e conseguiu publicar algumas de suas fotos em jornais de todo o mundo. A notícia de que ele tinha apenas 17 anos não foi confirmada e também não foi dado mais detalhes sobre a morte.

No site da agência, eles disseram que mais de 100 mil pessoas foram mortas desde 2011 neste conflito específico e outras milhões estão refugiadas em países vizinhos. 

Nota do Editor do FL

Deveras muitas pessoas vêm morrendo em conflitos armados (com pólvora ou sem) desde o início dos tempos. Já os repórteres fotográficos vêm sendo vítimas desta atrocidade a partir do dia em que Roger Fenton partiu para cobrir a guerra da Criméia (1853-1856).

Desde então, várias perdas marcaram a história da fotografia. Robert Capa, Chim, Jean Roy, Ken Oosterbroek e tantos outros que encheriam telas e telas deste artigo.

Sentimos quando um colega de profissão parte de forma trágica do nosso convívio, mas, como diz o sábio ditado, quem está na chuva é para se molhar. Não foi a bala do fuzil desde ou daquele que vêm matando nossos profissionais, é a guerra em si, com toda sua forma brutal de existir.

Molhem Barakat morreu fazendo algo que muita gente se borraria em fazer, contando a verdade! Nem que para isso seja preciso enfrentar as balas, se esconder atrás de carros na ilusão de estar protegido, erguer-se para tirar uma foto que mostre ao mundo o quão desumano pode ser os próprios humanos.

E nesta luta incessante de querer mudar as coisas, vez ou outra, somos atingidos e morremos, certos de que estamos fazendo exatamente aquilo que amamos: mostrar ao mundo a verdade!


Se existir Deus, como creio haver, Molhem Barakat esta em boa companhia, com seus, certamente ídolos, antecessores mártires! (Diego Calvo)

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