sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dica para começar a trabalhar com fotografia




Não é só ter uma câmera boa e acesso a internet, a grande dica para começar a trabalhar com fotografia é...? Leia o texto para entender melhor.


Por Diego Calvo
Do FL

Não sou muito de escrever, aqui, sobre impressões pessoais, até porque sou falho e não quero induzir ninguém ao erro. Por isso me baseio em artigos, em livros que li e no conhecimento que acumulei sobre a fotografia.

Tento mostrar para vocês as noções básicas e alguns truques para ajudar na hora de decidir onde e como clicar. Mas hoje li um artigo que dá uma dica crucial e me incentivou a escrever este daqui. É meu dever dar esta dica também é uma dica de “como começar a trabalhar com fotografia”.

O artigo, que você pode ler clicando aqui, trata de como a internet se tornou uma ferramenta poderosa na hora de aprender e como agilizou este processo em torno da fotografia. No entanto, cada vez mais gente se acha preparada a clicar comercialmente sem nem mesmo saber coisas básicas como “profundidade de campo” ou “ISO”.

Afinal, não basta ter uma boa câmera fotográfica que tira fotos boas no automático, é preciso conhecimento e treinamento.

Assim como Cheri Frost, autora do artigo, eu também recebo diversas perguntas pelo facebook, ou em foruns sobre fotografia, isso um dia antes do questionador fazer um trabalho que lhe renderá uma grana. Se as perguntas fossem difíceis de responder, até vai, mas são questionamentos sobre fotografia básica.  

Um dia antes não é tempo suficiente para testar a técnica, treinar e saber se eu realmente tenho razão. É por isso que, hoje em dia, vemos muitas fotografias, mas pouca alma nelas.

Bom, vou explicar para você como comecei na profissão e depois, prometo, darei em definitivo as dicas para começar a trabalhar com fotografia.

Na minha família, o único fotógrafo profissional sou eu e foi meu bisavô em sua juventude (lá pelos anos 20). Nem meu pai, serralheiro, nem meus irmãos, no ramo da eletricidade, conseguiam me explicar o que era velocidade do obturador. Tive que descobrir isso nos livros e perguntando a amigos da área.

Pois bem, para treinar na prática as coisas que aprendi, acompanhei, muitas vezes, um amigo em trabalhos, como fotografar casamentos. Eu segurava seu flash e acompanhava seus movimentos, aprendendo onde se posicionar e quando clicar.

Quando sobrava um tempinho, pegava minha câmera e tentava alguns cliques, depois, ele analisava para ver o que eu tinha acertado e o que tinha errado. Isso de graça, afinal, eu estava aprendendo também sem pagar nada.

No fotojornalismo, quando acontecia algum evento, eu ia fotografar, também sem pretensões financeiras, só para observar como os repórteres-fotográficos se portavam. Claro que eu dava vários cliques e analisava o que tinha errado ou acertado (na maioria dos cliques, eu errava).

Nas horas vagas, ficava olhando álbuns de fotografias dos grandes mestres e pensava: “Será que conseguirei trazer um resultado parecido?”

Quando finalmente me senti confiante, fiquei aberto a negócios, mas sempre como segundo fotógrafo.

E foi assim, batendo muito a cabeça (pois eu não tinha dinheiro para investir em cursos), que fui aprendendo e ainda estou aprendo.

Isso não quer dizer que você tenha que aceitar fazer um aniversário ou qualquer festa sem cobrar nada. O que estou tentando te mostrar é que não vale a pena se aventurar a fazer algo que ainda não está preparado.

Finalmente, as grandes dicas para começar a trabalhar com fotografia são: paciência, treinamento e estudo.

Afinal, se você contratar um fotógrafo que  não está preparado e tiver que pagá-lo por um serviço ruim, irá chamá-lo para um novo trabalho? E mais, irá indicá-lo para outros amigos? Acho que não!

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