sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ansel Adams e sua fotografia reta


Experimentador, o fotógrafo Ansel Adams se dedicou a estudar a fundo e criar infinitas possibilidades para fotografar, revelar e copiar a fotografia.


Por Diego Calvo

Ansel Easton Adams, ou, como assinava, Ansel Adams, foi um ícone da fotografia como forma de arte. Nasceu em São Francisco no ano de 1902 e morreu na Califórnia aos 82 anos.

A arte sempre foi o seu forte. Aos 12 anos aprendeu sozinho a tocar piano e usou esta arte como meio de vida por um bom tempo.  


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Dois anos depois teve seu primeiro contato com a fotografia. Com uma Kodak Brownie que ganhara dos pais, realizou fotografias no Parque Nacional de Yosemite durante uma viagem com a família.

Foi a fotografia que o tornou famoso.

Na verdade, sua fama vai além do retrato meramente dito. O que fez o fotógrafo Ansel Adams conhecido, foi sua minúcia nas técnicas de extrair uma imagem.

Seus três livros mais famosos são: “A Câmera”, “O Negativo” e “A Cópia”. Esta trilogia, publicada na sequência da escrita, resume bem a dedicação do fotógrafo Ansel Adams. Ele era um experimentador!

Revelava e gerava cópias de seus próprios negativos. Fazia isso para testar e chegar a perfeição. Testava diversas câmeras e lentes, além de aberturas e velocidades.

Adams se debruçou no estudo das técnicas para tirar uma boa fotografia, se não a perfeita. Era minucioso desde a escolha do tema, passando pela câmera, chegando à química do laboratório e ao papel ideal para cada fotografia que queria fazer.

Apesar do resultado estonteante, profissionais da área consideravam seu trabalho de uma qualidade impecável e texturas perfeitas, mas frio e sem expressão.

Diferente de RobertCapa e de Bresson, Ansel Adams não queria saber de chegar bem perto, ou do instante que a coisa estava acontecendo, ele se dedicava a escolher a máquina fotográfica, a lente, a abertura, a velocidade e o filme certo para, só então, clicar.

Isso demandava tempo e, para muitos, perder o instante é perder a emoção.

Em uma busca incessante por uma fotografia como arte pura, em 1932 ele fundou, junto com Edward Weston, Willard Van Dyke, Imogen Cunningham e outros fotógrafos, o grupo f/64, que promovia a “fotografia reta”.


Esta teoria, da retidão, levava a geometria e a simetria da imagem a um patamar ultra importante, condenando a expressão em favor das linhas paralelas e pontos de fuga, como a regra dos terços.

O fotógrafo Ansel Adams um dia disse: "Existe gente demais fazendo somente o que lhes disseram para fazer. A maior satisfação que podemos obter da fotografia está na realização de nosso potencial individual, na percepção única de algo e em sua expressão por meio da compreensão dos instrumentos. Tire proveito de tudo: não se deixe dominar por nada, a não ser por suas próprias convicções. Jamais perca de vista a importância essencial do orifício. Qualquer esforço humano que valha a pena depende de muita concentração e grande domínio dos instrumentos básicos".

No final das contas, o que ele quis dizer é que todos podemos tirar uma excelente fotografia, a diferença é que uns farão isso por uma momento de sorte, outros, por dominarem as técnicas para serem capazes de “criar” a arte de fotografar.


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