sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Três Pilares: 3º - ISO





ISO, uma escala criada para definir a química de um filme, é amplamente usada na tecnologia digital e fundamental para a fotometria.  



Por Diego Calvo

Já falamos sobre a abertura e a velocidade do obturador. Neste artigo  vamos tratar do terceiro elemento da santa trindade da fotometria, o ISO.

Você já deve ter visto selos de qualidade ISO:9001 (e outros) em empresas por aí a fora. Pois bem, quem dá nome para nosso elemento é justamente esta empresa de padronização (equivalente mundial para a ABNT ou Inmetro aqui no Brasil).

Mas o que é o ISO? Ele é a padronização mundial para definir a sensibilidade de um filme (ou dos sensores CCD e CMOS em câmeras fotográficas digitais) à luz. Trocando em miúdos, cada filme tem sua química, dependendo da mistura, ele pode ser mais ou menos sensível a luz.

Quando seus pais compravam rolos de filme para tirar fotos de você, vinha uma inscrição na lateral “ASA”, seguido de um número que poderia variar de 50 à (geralmente) 800. O mais comum eram os de 100 e 400.
ASA vem da sigla American Standards Association (Instituto Americano de Padrões). E sua escala era amplamente utilizada.

No entanto, uma outra padronização era usada e vinha da terra da mítica Leica, a alemã DIN,  Deutsches Institut für Normung (em português,  Instituto Alemão de Normalização). Existia uma terceira, a soviética GOST, mas esta morreu com o comunismo no leste Europeu.


Enquanto o ASA usava números aritméticos (100, 200, etc...), o DIN usava logaritimos (9°, 10°, 11°, etc..). O ISO juntou os dois padrões em um só, na sigla ASA/ DIN, sendo assim: 100/21°, 200/24°, etc.
Hoje em dia o DIN é muito pouco usado, tornando o ISO apenas um novo nome para a sigla ASA.

Como deve ter percebido, o ISO é uma padronização mundial para tratar da sensibilidade do “filme”, mas hoje nós vivemos a era do digital e, embora a captura da luz não seja mais química, os fabricantes optaram por usar este mesmo código.
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Isso foi feito para que a migração do analógico (filme) para o digital (CCD ou CMOS) fosse feita naturalmente e o fotografo não sentisse tanta diferença entre as tecnologias.

Vamos então a utilidade desta padronização.

Diferente dos filmes, as câmeras digitais varia seu ISO, ao gosto do fotógrafo, com determinados intervalos. Ele pode ir de 100 para cerca de 25600 (e em breve este número aumentará).

Filme ASA 400
Indo direto na sua aplicação, quanto maior o ISO, mais sensível à luz o CCD/CMOS ficará. Ele é o contraponto que balanceia os três pilares, deixando a foto mais clara ou mais escura.

Em dias claros, de sol, costumamos usar ISO 100 e para ambientes fechados, ou em noites de lua, aumentamos para capturar mais luz.

Parece fácil, mas existe um grande problema. Ao aumentar muito o ISO, a imagem ficará granulada, perdendo muito de sua qualidade. Com ele mais baixo, a foto sairá perfeita. Por isso é sempre bom dosar a regulagem deste elemento.

As câmeras compactar, no estilo CyberShot, costumam subir o ISO quando o ambiente está com pouca luz, por isso é que quando você tira fotos de dia, elas saem perfeitas e de noite saem ruins. 

As câmeras PowerShot’s (erroneamente chamadas de semi-profissionais) também costumam usar este recurso automaticamente.

O que você pode ser feito para evitar este desconforto, é procurar o ISO de sua máquina (olhe o manual do equipamento) e estabelecer ISO400, ou 600. Quando fizer isso, ela manterá o elemento e mexerá nos outros dois (abertura e velocidade) para compensar a falta de luz.

Mas cuidado, em vez de granulada, a foto pode sair tremida por conta da baixa velocidade de obturador. O melhor a se fazer é tirar foto com a câmera apoiada em algum lugar, pois a vibração natural de sua mão poderá ser suficiente para estragar a imagem.  

Para finalizar, quero que veja a foto com a diferença entre ISO alto e baixo e entenda o que é granulação.

Espero que tenham entendido. Como já sabem, qualquer dúvida é só deixar um comentário. E agora vá testar mais esta regra que aprendeu.
        
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